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TOCARE | Indústria Nacional de Equipamentos para Monitoramento da Saúde

SIMP 2026: o que a TOCARE trouxe do maior encontro de marcas próprias do Brasil para o varejo farma

Confiança, qualidade, cultura de sell-out, rastreabilidade e decisões orientadas por dados estiveram entre os principais aprendizados da 7ª Semana Internacional de Marcas Próprias e 16º Congresso ABMAPRO. Para a TOCARE, que atua no desenvolvimento de projetos de marca própria para o mercado farma, o evento reforçou uma convicção: uma marca própria forte vai muito além de colocar um novo produto na gôndola.

Nos dias 21 e 22 de outubro, a TOCARE participou da SIMP 2026 – 7ª Semana Internacional de Marcas Próprias e 16º Congresso ABMAPRO, em São Paulo.

Além de acompanhar palestras, painéis e discussões estratégicas, participamos como Patrocinadores Prata, apresentando nosso portfólio e nossas possibilidades de desenvolvimento de marca própria para executivos, varejistas, indústrias e demais empresas que fazem parte desse ecossistema.

Promovida pela ABMAPRO – Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, a SIMP é apresentada pela entidade como o maior encontro do setor no Brasil, reunindo indústria, varejo, prestadores de serviços e lideranças para discutir tendências, inovação e oportunidades relacionadas às marcas próprias.

Para a TOCARE, porém, participar do evento teve um significado ainda maior.

Nossa atuação está justamente em uma das fronteiras mais interessantes desse mercado: o desenvolvimento e fabricação de dispositivos para monitoramento da saúde destinados a redes de farmácias, associações, distribuidores e empresas que desejam construir seus próprios projetos de marca.

E muitas das discussões da SIMP estão diretamente relacionadas aos desafios que encontramos diariamente nessas conversas.

Confiança deixou de ser apenas um atributo. Tornou-se parte do valor da marca própria

O próprio tema da SIMP 2026 sintetizou uma das principais mensagens do encontro:

“Confiança: valor que se constrói na jornada.”

A escolha não poderia ser mais pertinente.

Em um projeto de marca própria, a confiança precisa existir em várias direções.

O varejista precisa confiar na indústria.

A indústria precisa compreender e entregar a promessa da marca.

A rede precisa confiar na qualidade do produto no qual colocará seu nome.

A equipe da loja precisa acreditar no que está recomendando.

E, finalmente, o consumidor precisa perceber que aquela marca representa uma escolha segura.

No mercado da saúde, essa discussão ganha ainda mais relevância.

Quando falamos de um equipamento utilizado para acompanhar indicadores relacionados à saúde de uma pessoa, confiança não pode ser construída apenas pela comunicação ou pelo preço.

Ela precisa ser sustentada por:

qualidade, segurança, consistência, conformidade, rastreabilidade, abastecimento e suporte.

Nesse sentido, marca própria não é simplesmente um produto fabricado por uma indústria e comercializado com a identidade visual do varejista.

É uma extensão da reputação da própria rede.

Preço pode abrir a porta. Qualidade faz o consumidor voltar.

Durante muito tempo, marca própria foi associada principalmente à alternativa mais barata de uma categoria.

Esse conceito vem mudando.

Dados divulgados pela própria ABMAPRO mostram essa transformação na percepção do consumidor brasileiro. Segundo levantamento citado pela entidade, 76% dos consumidores pesquisados perceberam melhora na qualidade dos produtos de marca própria, enquanto 41% demonstraram disposição para experimentar novas opções. A mesma análise aponta intenção crescente de compra e fortalecimento desse mercado também em farmácias e varejistas regionais.

Isso muda a responsabilidade de quem decide desenvolver sua própria marca.

O preço continua importante.

A margem continua importante.

Mas nenhum dos dois sustenta sozinho uma estratégia de longo prazo.

Se o consumidor compra um produto porque confia na farmácia, na rede ou na associação que o oferece, a experiência com aquele produto passa a representar também a reputação do varejista.

Um bom produto fortalece a marca.

Um produto inconsistente pode fazer exatamente o contrário.

Por isso, a escolha do fabricante não deveria ser baseada exclusivamente em encontrar o menor custo.

Capacidade produtiva, controle de qualidade, regularidade de fornecimento, segurança do produto, conformidade regulatória, rastreabilidade e governança do fornecedor precisam fazer parte da análise.

A própria ABMAPRO vem reforçando essa visão ao tratar qualificação de fornecedores como um elemento de redução de risco para a marca, destacando que falhas relacionadas à fabricação, conformidade ou rastreabilidade podem rapidamente deixar de ser problemas operacionais e se transformar em riscos reputacionais para o varejista.

Para a TOCARE, esse ponto é fundamental.

Entendemos a indústria não apenas como executora de uma produção, mas como parte da promessa que o varejista fará ao seu consumidor.

Marca própria não se vende sozinha

Outro tema que ganhou grande relevância nas discussões do evento está diretamente ligado a algo que encontramos nas conversas com redes, associações e projetos de marca própria:

o desafio do sell-out.

É relativamente fácil compreender os benefícios potenciais de uma marca própria em uma apresentação.

Maior margem.

Exclusividade.

Diferenciação.

Fidelização.

Menor comparação direta de preços.

Possibilidade de conquistar participação relevante dentro da categoria.

A dificuldade começa quando o produto chega às lojas.

Nesse momento, surge uma pergunta fundamental:

a organização inteira comprou a estratégia ou apenas o departamento que aprovou o projeto?

Esse é um divisor de águas.

Uma marca pode ter excelente produto, embalagem, preço e disponibilidade e, ainda assim, não conquistar participação se a ponta continuar recomendando automaticamente as mesmas marcas de sempre.

Por isso, a cultura de marca própria precisa começar na liderança e percorrer toda a organização.

Diretores precisam entender o objetivo estratégico.

Compradores precisam compreender o papel da categoria.

Franqueados ou associados precisam enxergar valor para suas próprias lojas.

Gerentes precisam acompanhar.

Vendedores e balconistas precisam conhecer o produto, confiar nele e ter argumentos para apresentá-lo.

A execução no ponto de venda não é uma etapa acessória.

Ela faz parte do projeto.

O verdadeiro concorrente pode estar dentro da própria organização

Imagine uma rede que decide lançar uma marca própria, mas o vendedor continua oferecendo primeiro o produto concorrente.

É fácil concluir:

“o vendedor não está oferecendo nossa marca.”

Mas talvez essa seja apenas a consequência.

A pergunta deveria ser:

o que a organização fez para que esse vendedor entendesse por que deveria agir de maneira diferente?

Houve treinamento?

A estratégia foi explicada?

Existe campanha?

Existe acompanhamento?

A equipe entende os diferenciais?

Sabe responder às objeções?

Existe incentivo?

A liderança demonstra que aquela marca é realmente uma prioridade?

Quando nada disso acontece, a marca própria pode simplesmente ter sido adicionada ao estoque como mais um SKU.

E esperar que o sell-out aconteça espontaneamente costuma ser uma expectativa perigosa.

É por isso que defendemos uma ideia simples:

a indústria fabrica o produto. A rede constrói a marca.

Treinamento, comunicação interna, campanhas, metas, bonificações, acompanhamento dos resultados e reconhecimento das equipes que performam melhor não deveriam começar depois que o produto “não girou”.

Precisam fazer parte do lançamento.

Marca própria pode significar reter mais valor dentro do próprio ecossistema

No varejo farma, algumas categorias oferecem uma oportunidade especialmente interessante: a recorrência.

Considere a monitorização da glicemia.

A venda de um glicosímetro não encerra a relação com aquele consumidor.

Pode ser apenas o início.

O usuário continuará precisando das tiras reagentes compatíveis com o sistema escolhido.

Quando o consumidor utiliza uma marca amplamente distribuída, poderá realizar essa recompra em diferentes estabelecimentos:

outra farmácia;

outra rede;

um marketplace;

um canal digital.

Quando uma rede constrói uma solução própria ou exclusiva, existe a possibilidade de capturar uma parcela maior dessa recorrência dentro do próprio ecossistema.

Isso não significa necessariamente eliminar as marcas tradicionais.

Significa administrar a categoria estrategicamente e perguntar:

quanto do sell-out que já existe poderia ser direcionado progressivamente para uma marca que também constrói valor para nossa própria operação?

Essa discussão vai muito além da margem da primeira venda.

É uma discussão sobre recorrência, fidelização e valor do cliente ao longo do tempo.

Dados antes do “achismo”

Talvez um dos aprendizados mais importantes da SIMP 2026 tenha sido justamente a importância crescente dos dados para orientar essas decisões.

A programação incluiu apresentações e discussões com empresas especializadas em inteligência de mercado, comportamento do consumidor e tecnologia.

Pietro Bastos, da NielsenIQ, participou de um painel, com Luiz Pacheco, da IQVIA, e com a Chris Pereira, que mediou e representou o Kleber Grenzi, do Grupo MI7, dedicado ao novo momento das marcas próprias no Brasil e como a confiança move mercados. A própria parceria entre a ABMAPRO e as empresas de dados vem sendo apresentada como instrumento para profissionalizar decisões no setor. Como resumiu Neide Montesano ao falar dessa colaboração, o mercado precisa olhar para o que os números estão dizendo antes que a tendência chegue à gôndola.

Essa visão também apareceu nos relatos após o evento.

Chris Pereira, que realizou a curadoria de Dados & Insights na SIMP, destacou que o desafio atual já não é simplesmente ter acesso à informação, mas fazer as perguntas certas e transformar indicadores em decisões consistentes. Ela também chamou atenção para a integração cada vez maior entre dados do ambiente físico e digital para compreender a jornada do consumidor de forma mais completa.

Para nós, isso se conecta diretamente ao desenvolvimento de uma marca própria.

Antes de produzir, vale conhecer o sell-out.

Antes de estabelecer um volume, vale entender quantas lojas realmente movimentam a categoria.

Antes de determinar uma meta, vale conhecer participação das marcas existentes.

Antes de escolher um SKU, vale estudar o consumidor.

Antes de ampliar um projeto, vale medir recompra.

Marca própria não deveria começar pela embalagem. Deveria começar pelos dados.

Rastreabilidade: uma tendência que a TOCARE já vinha antecipando

Rastreabilidade também esteve entre os temas relevantes discutidos durante o evento.

E não por acaso.

Quanto mais complexa se torna a cadeia de fornecimento, maior a necessidade de acompanhar informações de origem, lote, validade, movimentação e identificação dos produtos de maneira estruturada.

A própria ABMAPRO vem tratando rastreabilidade sistêmica como um elemento importante para o desenvolvimento e a segurança da cadeia de marcas próprias.

Para a TOCARE, essa discussão teve um significado especial porque essa é uma evolução que já vinha sendo incorporada aos nossos processos antes mesmo da SIMP 2026.

Desde fevereiro de 2026, as embalagens de nossos glicosímetros e tiras reagentes já recebem códigos 2D, incorporando uma tecnologia que amplia as possibilidades de identificação e rastreabilidade dos produtos ao longo da cadeia.

E esse movimento vai avançar.

A partir de 2027, a aplicação dos códigos 2D começa a ser expandida para todas as linhas de produtos fabricados pela TOCARE.

Para nós, acompanhar tendências tecnológicas não significa simplesmente esperar que elas se tornem uma exigência para então reagir.

Significa entender para onde o mercado está caminhando e preparar a indústria antecipadamente.

Isso é especialmente importante no setor da saúde, em que rastreabilidade, controle, segurança e transparência possuem impacto direto sobre a confiança entre fabricante, varejista e consumidor.

A tecnologia muda.

Os padrões evoluem.

As expectativas do varejo aumentam.

E uma indústria preparada precisa evoluir junto.

Confiança também é construída pelos processos que o consumidor não vê

Talvez essa seja uma das reflexões mais importantes quando falamos de rastreabilidade.

O consumidor não acompanha diariamente os controles industriais.

Não conhece cada processo interno.

Não vê todas as verificações realizadas antes que um produto chegue à farmácia.

Mas boa parte da confiança que ele deposita em uma marca depende justamente desses processos que permanecem nos bastidores.

Qualidade.

Rastreabilidade.

Controle por lote.

Regularidade.

Consistência.

Conformidade.

Capacidade de identificar rapidamente um produto ao longo da cadeia.

Isso significa que confiança não é construída apenas pela comunicação da marca.

Ela também é construída pela estrutura que existe por trás dela.

E, quando falamos de marca própria, essa responsabilidade é compartilhada entre indústria e varejo.

Marca própria está deixando de ser apenas produto

Outra evolução importante do mercado está na ampliação do próprio conceito de marca própria.

Ela já não precisa ser entendida apenas como:

produto + embalagem + preço.

Uma estratégia mais madura envolve:

produto;

experiência;

relacionamento;

serviço;

dados;

recorrência;

fidelização;

e diferenciação.

Nos mercados mais desenvolvidos, essa evolução já é bastante perceptível. Em análises recentes sobre varejo internacional, a própria ABMAPRO destacou operações que transformaram a marca própria em um pilar de valor, confiança e inovação, combinando clareza estratégica e forte execução no ponto de venda.

Essa é uma mudança relevante.

O varejista deixa de perguntar apenas:

“Qual produto podemos colocar com nossa marca?”

e passa a perguntar:

“Qual experiência queremos construir para nosso consumidor através da nossa marca?”

São perguntas completamente diferentes.

A importância da ABMAPRO para a profissionalização do mercado

Participar da SIMP também reforçou para a TOCARE a importância do trabalho desenvolvido pela ABMAPRO.

A entidade ocupa uma posição relevante ao conectar indústria, varejo, tecnologia, serviços, inteligência de mercado e especialistas em torno do desenvolvimento das marcas próprias no Brasil.

Esse trabalho não acontece apenas por meio de eventos.

A ABMAPRO atua também com apoio regulatório, networking, qualificação de fornecedores, conexão entre empresas, produção de conhecimento e iniciativas destinadas a ampliar a profissionalização do setor.

Em um mercado que cresce e se torna cada vez mais sofisticado, criar espaços nos quais indústria e varejo possam trocar experiências, conhecer referências e discutir desafios reais da operação é fundamental.

Foi justamente isso que encontramos na SIMP 2026.

Conhecimento.

Conexões.

Debate.

Novas perspectivas.

E a oportunidade de conversar diretamente com diversos players do varejo farma sobre desafios que estão acontecendo agora, dentro das empresas.

A noite de abertura também foi dedicada ao reconhecimento de empresas, profissionais e projetos que vêm contribuindo para o desenvolvimento das marcas próprias no Brasil.

Nesta edição, nosso foco esteve principalmente no Congresso, nas conexões e nos aprendizados.

Mas acompanhamos com interesse as iniciativas reconhecidas e queremos, nas próximas edições, também transformar projetos desenvolvidos em conjunto com nossos parceiros em cases capazes de contribuir para essa evolução do mercado.

A SIMP terminou. A jornada continua.

Saímos da SIMP 2026 ainda mais convencidos de alguns princípios que já vêm orientando nossos projetos.

Marca própria não deveria ser construída apenas em torno de preço.

Precisa entregar qualidade.

Precisa gerar confiança.

Precisa partir de dados.

Precisa ter rastreabilidade.

Precisa ter uma estratégia clara de sell-out.

E precisa envolver toda a organização, da liderança ao profissional que está diante do consumidor.

No mercado de dispositivos para monitoramento da saúde, esses princípios tornam-se ainda mais importantes.

A TOCARE é uma indústria brasileira especializada no desenvolvimento e fabricação de soluções como glicosímetros, oxímetros, nebulizadores e outros dispositivos destinados ao cuidado e monitoramento da saúde.

Também desenvolvemos projetos de marca própria para redes de farmácias, associações, distribuidores e empresas que desejam transformar essas categorias em ativos estratégicos de seus negócios.

Nosso papel não é simplesmente colocar uma marca em uma embalagem.

É entender o projeto.

Avaliar a categoria.

Desenvolver o produto.

Assegurar qualidade.

Incorporar tecnologias.

Garantir capacidade produtiva.

Planejar abastecimento.

E ajudar o parceiro a construir uma solução com potencial para ganhar relevância dentro da categoria.

Porque uma marca própria forte não nasce quando o primeiro lote sai da fábrica.

Ela começa muito antes, na estratégia.

Passa pelos processos.

Ganha vida no ponto de venda.

E se consolida quando o consumidor experimenta, confia e decide voltar.

Essa foi uma das principais mensagens que trouxemos da SIMP 2026.

E é também a visão que queremos continuar construindo junto com o varejo farma brasileiro.

Está avaliando desenvolver ou ampliar uma marca própria em sua rede?

Converse com a TOCARE sobre projetos de dispositivos para monitoramento da saúde, fornecimento direto e desenvolvimento de marca própria.

Sua marca. Nosso cuidado.